Ser autêntico

Ser autêntico

Todos nós vivemos um conflito desde que nascemos: ao mesmo tempo que queremos pertencer, também queremos nos diferenciar. Se por um lado adoramos ser como todos da família; por outro, amamos ser únicos.

O pertencimento nos confere raiz. É o que nos identifica com nosso grupo. Ser botafoguense como a família, ter orgulho de dizer que “os Gomes são bons de garfo”, ser delicada como as mulheres, não desistir por ser brasileira. Todas essas características são exemplos de referências que pautam como o nosso grupo se comporta. Porém, não precisamos apenas do grupo, de ser parte dele, mas também temos necessidade de imprimir nossa autenticidade. Para isso, construímos nossa individualidade através de interesses, personalidade, escolhas e peculiaridades.

Algumas pessoas têm tanta dificuldade de desenvolver a individualidade, que se definem pelo oposto do grupo de pertencimento. São pessoas que agem contrariamente ao esperado: se na família, por exemplo, todos são vaidosos, elas provavelmente seriam desleixadas com a aparência. Apesar de tentarem se diferenciar do grupo por oposição, a referência continua sendo o próprio grupo. Não existe nada de autêntico nessa postura.

Para conseguir uma real individuação, se tornar um indivíduo autêntico, é preciso honrar as raízes, reconhecendo dentre o que foi recebido aquilo que faz sentido ser perpetuado ou não. Essa reflexão somada a tua história irão te tornar único e original.

 


Undefined_2fjoana Joana Cardoso

Joana Cardoso é psicóloga, formada pela PUC-Rio, com formação em Psicoterapia Familiar Sistêmica Breve. É membro titular da ATF –Rio. No seu consultório faz atendimentos individuais, familiares e de casal. É supervisora clínica na instituição Nucleo-Pesquisas. Além do Sala de Ideias, escreve para o site da Disney Babble e para o Superela. É sócia fundadora do projeto Véspera, que prepara casais para a vida a dois.

joana@saladeideias.com.br

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